TSE firma parceria com big techs para combater desinformação na eleição

TSE firma parceria com big techs para combater desinformação na eleição

Justiça

TSE firma parceria com big techs para combater desinformação na eleição

Empresas de tecnologia assinaram termos de compromisso integrados ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação

O Tribunal Superior Eleitoral formalizou nesta quinta-feira 16 uma série de acordos de cooperação e de memorandos de entendimento com plataformas de tecnologia e inteligência artificial. A reunião, conduzida pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, contou com representantes de TikTok, Facebook, WhatsApp, Telegram, LinkedIn, Google, Instagram, X e Kwai, além de desenvolvedoras de inteligência artificial como ElevenLabs, OpenAI e Anthropic.

O encontro resultou na assinatura de termos de compromisso integrados ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação. Segundo o tribunal, entre os objetivos está incentivar a divulgação de informações confiáveis aos eleitores. Além disso, as empresas especializadas em IA reforçaram suas diretrizes voltadas a coibir a clonagem de voz, por exemplo.

De acordo com Kassio, embora a Justiça Eleitoral e as plataformas tenham atribuições e responsabilidades distintas, a cooperação é essencial para criar canais permanentes de diálogo. Ele enfatizou que esse movimento não significa confundir papéis ou anular a fiscalização, mas reunir capacidades para combater ameaças digitais que nenhuma das partes conseguiria enfrentar isoladamente.

O presidente do TSE ainda relembrou o histórico dessa estratégia, um modelo que começou a ser desenhado em 2018, sob a gestão de Luís Roberto Barroso.

As medidas se somam às resoluções aprovadas pelo TSE em março deste ano a respeito do uso de inteligência artificial nas eleições. A regulamentação proíbe a publicação, a republicação e o impulsionamento pago de áudios, imagens e vídeos gerados ou manipulados por IA que imitem candidatos e figuras públicas no período que compreende as 72 horas anteriores e as 24 horas posteriores à votação.

A regra também determina a rotulagem clara dessas produções tecnológicas e exige que as redes sociais retirem do ar conteúdos ilegais de maneira autônoma, independentemente de determinação judicial.

Como resultado prático da reunião desta quinta-feira, as empresas se comprometeram a adotar e aprimorar ferramentas que possibilitem a exclusão rápida de postagens enganosas.

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