
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , assistirá à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, no domingo, informou nesta quinta-feira (16) a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
"Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos", disse Leavitt em coletiva de imprensa.
O anúncio já havia sido antecipado no começo dos jogos. No final de junho, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o republicano participaria do encerramento do torneio e que os dois entregariam juntos o troféu à seleção vencedora.
Trump não compareceu à partida de abertura da Copa, entre os EUA e o Paraguai em Los Angeles, e havia dúvidas se ele compareceria à final.
O futebol não é um dos esportes mais populares dos EUA , porém é comum o presidente republicano comparecer em eventos como esse. Sua ausência no primeiro jogo gerou especulações de que Trump estivesse receoso de ser vaiado, como ocorreu no jogo da final da NBA .
Donald Trump tem uma relação conturbada com o campeonato. Ele causou polêmica ao pedir pessoalmente a Infantino que suspendesse um cartão vermelho dado a um atacante da seleção americana .
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O pedido foi acatado pela direção da Fifa, que tirou os efeitos da decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus. Como resultado, o jogador Folarin Balogun foi liberado para a partida contra a Bélgica - que venceu os americanos por 4 x 1 .
A retirada do cartão gerou reações negativas. A União Europeia e a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) criticaram a Fifa alegando que as decisões sobre o esporte "pertencem às entidades esportivas, não aos políticos" .
"Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos", disse o comissário europeu para assuntos de esporte, Glenn Micallef.