Ucrânia e outros 9 países anunciam coalizão para proteger a Europa contra mísseis balísticos

Ucrânia e outros 9 países anunciam coalizão para proteger a Europa contra mísseis balísticos

Emmanuel Macron e Volodymyr Zelensky durante encontro em Paris nesta segunda-feira (13). — Foto: Reuters/Tom Nicholson

A Ucrânia e outros nove países anunciaram nesta segunda-feira (13) uma coalizão para proteger a Europa de mísseis balísticos . O território ucraniano tem sido alvo de diversos ataques russos, que deixaram dezenas de mortos nas últimas duas semanas.

Em comunicado, a coalizão afirmou que o objetivo é "construir uma capacidade de defesa compartilhada contra mísseis balísticos para a Europa". Esses mísseis são mais difíceis de interceptar do que os mísseis de cruzeiro ou drones.

“Acreditamos que proteger a Europa exige uma solução abrangente, sob a forma de uma arquitetura integrada de defesa antimísseis, para dissuadir e neutralizar futuras ameaças de mísseis”, afirmou o comunicado. “Reconhecemos a experiência única da Ucrânia, adquirida através da sua defesa contra a guerra de agressão movida pela Rússia.”

Veja os países participantes da coalizão:

Dinamarca;

França;

Alemanha;

Itália;

Holanda;

Noruega;

Espanha;

Suécia;

Reino Unido;

e Ucrânia.

O comunicado não apresentou um cronograma para a criação do sistema de defesa e informou que o plano continua aberto a outros países.

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Sistema de defesa Patriot

Dados da Força Aérea da Ucrânia mostraram o país enfrenta uma grave escassez desses interceptadores e, por isso não conseguiu derrubar nenhum dos 23 mísseis balísticos disparados pela Rússia no último dia 6.

Na semana passada, durante a cúpula da Otan, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende conceder à Ucrânia uma licença para produzir de forma independente mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot.

Esses mísseis são fundamentais para a defesa contra ataques balísticos vindos da Rússia. No entanto, especialistas e autoridades ucranianas alertam que transformar a ideia em realidade provavelmente levaria anos.

Mísseis Patriot — Foto: Editoria de Arte/g1

Putin não dá sinais de recuo

O presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se inflexível, prometendo nesta segunda uma retaliação enfática aos recentes ataques de longo alcance de Kiev contra refinarias, petroleiros e terminais, que causaram uma escassez generalizada de combustível no país.

“Onde quer que tentem atingir o território russo, responderemos à altura, mas os nossos ataques serão várias vezes mais poderosos”, disse Putin num encontro com ativistas pró-Kremlin.

Com informações de AP, Reuters e DW.

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