
Do Micro Ao Macro
Varejo brasileiro usa agentes de IA para prever falhas logísticas em entregas
Tecnologia da SimpliRoute antecipa gargalos logísticos e evita reentregas, que podem custar até metade do valor do frete original.
O varejo brasileiro passa a usar agentes de inteligência artificial para prever atrasos em entregas antes que eles cheguem ao cliente. A tecnologia busca resolver gargalos operacionais antes que gerem reclamações ou custos de reentrega, que podem chegar a 50% do valor do frete.
Segundo o levantamento State of Logistics, 80% das empresas brasileiras ainda enfrentam gargalos de eficiência operacional. Diante desse cenário, o varejo e o e-commerce nacional buscam antecipar falhas antes que a entrega não aconteça.
Álvaro Echeverría, CEO da SimpliRoute, empresa de inteligência logística, afirma que a evolução da IA generativa permitiu o surgimento de agentes autônomos capazes de interpretar comportamentos e executar planos de ação sem intervenção humana.
Ainda de acordo com o estudo, 30% das empresas de logística no Brasil já investem em inteligência artificial. Para essas empresas, a prioridade passou a ser a antecipação de atrasos, o que ajuda a proteger a reputação das marcas e evitar o prejuízo de tentativas de entrega frustradas.
Echeverría diz: “O uso de agentes autônomos é o caminho natural para empresas que precisam conectar o sucesso das vendas à precisão da entrega em tempo real. No Brasil, o consumidor não quer apenas uma resposta rápida, ele quer que o sistema antecipe problemas e garanta que o produto chegue ao destino sem que ele precise intervir.”
IA passa a agir antes do problema acontecer
Essa mudança acompanha o avanço da IA generativa que, entre 2020 e 2026, saiu de modelos de linguagem simples para sistemas de raciocínio mais avançados.
Para o varejo, os agentes autônomos já personalizam a jornada de compra e também reorganizam pedidos e priorizam entregas antes que um atraso vire reclamação.
Correção de rotas acontece sem intervenção humana
Na prática, ferramentas especializadas corrigem falhas de endereçamento na origem e ajustam rotas conforme a disponibilidade do cliente em tempo real, sem necessidade de intervenção humana.
Um agente de comunicação proativo, por exemplo, liga para o destinatário e reagenda uma entrega mal sucedida de forma autônoma. Com isso, elimina o tempo de espera e o reprocessamento logístico.
Custo das reentregas motiva mudança no setor
O custo das tentativas frustradas de entrega pesa na operação das empresas de logística e comércio eletrônico. Segundo a SimpliRoute, esse valor pode representar até metade do frete original pago pela primeira tentativa.
Por isso, a antecipação de falhas se torna parte da estratégia comercial de empresas que dependem de entregas rápidas e sem erros para manter a experiência do cliente.
Entregas passam a ser monitoradas em tempo real
Com o avanço dos agentes autônomos, o monitoramento de entregas deixa de ser reativo e passa a antecipar problemas antes que o pedido saia do centro de distribuição.
A tendência aponta para um crescimento no número de empresas brasileiras que devem adotar agentes de inteligência artificial para reduzir falhas em entregas nos próximos anos.
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