Ministros do STF votam por liberar parte do pagamento de penduricalhos

Ministros do STF votam por liberar parte do pagamento de penduricalhos

Justiça

Ministros do STF votam por liberar parte do pagamento de penduricalhos

A análise dos pedidos ocorrerá no plenário virtual até a próxima terça-feira 30

Em julgamento no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes apresentaram um voto conjunto no âmbito de recursos protocolados contra a decisão que restringiu as verbas indenizatórias — os chamados “penduricalhos”. A análise dos pedidos ocorrerá até a próxima terça-feira 30. Os demais ministros ainda não votaram.

O voto coletivo dos relatores rejeita a maior parte dos pedidos para flexibilizar as regras estabelecidas em março de 2026. Com isso, os ministros mantiveram a proibição dos pagamentos de auxílio-alimentação, assistência pré-escolar e auxílio-creche.

Os ministros defenderam, porém, uma liberação parcial de penduricalhos, voltada aos direitos adquiridos antes da tese fixada pela Corte:

- Adicional de Antiguidade (PVTAC):votaram pela imediata adoção da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira para ativos, inativos e pensionistas, sem necessidade de requerimento;

- Conversão de férias em dinheiro: autorizam, excepcionalmente, a indenização de férias, licenças-prêmio e plantões adquiridos antes de 25 de março de 2026, desde que o gozo tenha sido negado por “absoluto interesse público”. Para o futuro, a conversão de plantões é limitada a 30 dias por ano;

- Acumulação de verbas: permitem a percepção simultânea de VPNI/ATS (adquiridos até 2006) com a nova PVTAC, contanto que não se use o mesmo tempo de serviço para calcular as duas verbas. Os ministros defenderam a permissão de somar a gratificação por excesso de processos com a gratificação por exercício cumulativo apenas quando houver distribuição excessiva de processos;

- Regras para o Auxílio-Saúde: o benefício deve ser pago exclusivamente por meio de reembolso de valores efetivamente gastos e comprovados, vedado o pagamento de parcelas em valor fixo;

- Teto e auditoria: a soma de todas as verbas indenizatórias e auxílios está sujeita a um limite de 35% do subsídio mensal dos ministros do STF. Pagamentos retroativos anteriores a fevereiro de 2026 continuam suspensos até que o CNJ e o CNMP concluam auditorias e o Supremo referende os critérios. O corregedor nacional de Justiça tem 30 dias para enviar esses dados à Corte.

Em março de 2026, o STF proibiu por unanimidade o pagamento de diversos penduricalhos – auxílios criados por resoluções administrativas e leis estaduais – que faziam com que juízes e promotores furassem o teto constitucional do funcionalismo público. Na ocasião, a Corte cortou retroativos, auxílio-alimentação indevido, auxílio-creche, licenças compensatórias e outros bônus para frear os supersalários.

Leia o voto conjunto na íntegra:

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