Terremoto na Venezuela: Lula diz que conversou com Delcy Rodríguez e que vai enviar 'água, comida, remédio'

Terremoto na Venezuela: Lula diz que conversou com Delcy Rodríguez e que vai enviar 'água, comida, remédio'

Vídeo mostra momento em que prédio desabou na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que conversou com a presidente da Venezuela , Delcy Rodríguez, sobre as consequências de dois terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). Segundo Lula, o governo brasileiro vai organizar o envio de mantimentos como 'água, comida, remédio'.

"Eu falei com a presidenta Delcy de manhã de dentro do carro para perguntar para ela o que precisa que a gente faça. Nós estamos reunindo vários ministros para a gente mandar tudo o que for necessário para a Venezuela: água, bombeiro, defesa civil, comida, remédio", afirmou Lula durante um evento de títulos de terra em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a ajuda será encaminhada para o país nesta sexta-feira (26).

"Vamos enviar, nesta sexta (26) pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações. Com eles vão nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às vítimas", escreveu o presidente.

Lula disse ainda que o governo vai enviar neste sábado (27) um avião com equipamentos para montagem de um hospital de campanha, cem purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias.

Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

O número de mortos por conta dos terremotos subiu nesta quinta-feira (25) para 188 pessoas, segundo o último balanço do governo venezuelano . O novo balanço também afirma que há 1.520 feridos e 200 pessoas presas em escombros.

"Nessas horas precisa levantar e de pé aplaudir o povo da Venezuela. Uma salva de palmas ao povo da Venezuela e todos nós temos que fazer todo o esforço possível para ajudar a Venezuela a sair dessa confusão do terremoto", disse o presidente.

Imagem mostra destruição em Catia La Mar, na Venezuela, após terremoto — Foto: Federico Parra/AFP

Terromotos na Venezuela

Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas.

Réplicas ocorreram em cidades costeiras perto da capital venezuelana, como La Guaira, que ficou fortemente destruída. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado.

Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais sentido é o terremoto.

O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, que informou o novo balanço das vítimas, disse também que o governo registrou, até agora, 250 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.

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O balanço, segundo Rodríguez, é provisório. Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas de escombros. Grupos montados por moradores das áreas afetadas para quem está buscando por parentes e conhecidos já registra mais de 24 mil desaparecidos.

Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram (veja no vídeo acima).

Entenda terremoto na Venezuela — Foto: Arte/g1

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