
Política
Impasse entre PT e PSB trava definição sobre o palanque de Lula no DF
As siglas defendem a unidade do campo progressista, mas nenhuma aceita abrir mão da cabeça de chapa
As negociações entre PT e PSB para a formação de um palanque único para o presidente Lula (PT) no Distrito Federal vivem um impasse. Os dois partidos defendem a unidade do campo progressista, mas nenhum aceita abrir mão da cabeça de chapa na corrida ao Palácio do Buriti.
Há quatro anos, as siglas também travaram negociações prolongadas até a definição das alianças locais. Desta vez, entretanto, os sinais emitidos pelos dois lados apontam para uma divergência mais expressiva.
A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) ofereceu aos pessebistas a vaga de vice na chapa encabeçada por Leandro Grass (PT) A proposta foi rejeitada. À reportagem, o pré-candidato do PSB, Ricardo Cappelli, afirmou que “não existe hipótese” de apoiar o petista e disse manter o convite para que o PT indique o vice em sua chapa.
Do lado petista, a avaliação é que ainda há espaço para conversas. Grass afirmou a CartaCapital acreditar que o PSB integrará a frente formada pela federação, que mantém tratativas avançadas com PDT, Rede e PSOL. Segundo ele, o PSB “desistirá da candidatura isolada”.
O cenário, porém, permanece travado. Enquanto o PT aposta na viabilidade eleitoral de Grass, integrantes do diretório pessebista consideram irreversível a candidatura de Cappelli, que oficializou sua entrada na disputa eleitoral em evento no último fim de semana.
Nos bastidores, há quem defenda a intervenção de Lula para destravar as conversas, como ocorreu em São Paulo. Integrantes da direção nacional petista, contudo, afirmam que, por enquanto, não há intenção de acionar o presidente para arbitrar as divergências.
Enquanto o PSB resiste, o PSOL e o PV sinalizaram interesse em ocupar a vaga de vice: os psolistas defendem a advogada Tetê Monteiro e os verdes indicam Dora Gomes. “Esse é o momento de diálogo e construção política entre os partidos da federação e, preferencialmente, com todas as forças do nosso campo político. É um processo que exige responsabilidade, maturidade e consenso”, pontua Eduardo Brandão, dirigente do PV.
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