‘Sem cavalo de pau’: a advertência de dirigente do PT sobre Márcio França candidato em São Paulo

‘Sem cavalo de pau’: a advertência de dirigente do PT sobre Márcio França candidato em São Paulo

Política

‘Sem cavalo de pau’: a advertência de dirigente do PT sobre Márcio França candidato em São Paulo

Permanece o impasse para montar a chapa de Fernando Haddad. França, Marina Silva e Simone Tebet estão no páreo

Integrante da comissão executiva nacional do PT, o deputado federal Jilmar Tatto afirmou a CartaCapital ser contrário ao eventual lançamento do ex-ministro Márcio França (PSB) como candidato ao governo de São Paulo.

A discussão voltou a ocorrer após Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) anunciarem ter desistido de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Ambos se lançarão à Câmara dos Deputados.

Com a mudança na lista de pré-candidatos, que concentra a eleição paulista entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), o argumento pró-França é que sua entrada na disputa poderia evitar a reeleição do governador já no primeiro turno. Neste cenário, a ideia é que o pessebista absorvesse parte dos votos de Kataguiri e Serra, além de avançar sobre uma fatia dos eleitores de Tarcísio.

“Não adianta dar cavalo de pau a esta altura do campeonato. Se tiver de ser um turno só, vai ser um turno só e pronto. Ganha quem ganhar”, disse Jilmar Tatto. “Acho que não vai vingar. Não acredito nessa hipótese.”

O dirigente petista defendeu acertar a composição da chapa de Haddad entre França e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) — as duas tendem a buscar o Senado, uma vez que cada estado elegerá dois representantes à Casa Alta.

A se confirmar esse desenho, poderia caber a França o posto de vice de Haddad. CartaCapital procurou o ex-ministro do Empreendedorismo e atualizará este texto se obtiver resposta.

O presidente Lula (PT) viajará a São Paulo nesta terça-feira 23 para participar da entrega de equipamentos ao Hospital Santa Marcelina, na zona leste da capital paulista. Trata-se, também, de uma oportunidade para avançar na definição da chapa em um estado crucial para sua reeleição: é o maior colégio eleitoral do País, com mais de 34 milhões de eleitores.

Em 2022, o petista perdeu para Jair Bolsonaro (PL) no estado por 55% a 45%, mas ainda assim amealhou 11,5 milhões de votos, parcela decisiva para sua vitória nacional.

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